A visita à Cidadela das Crianças, proporcionada pelo Zé (mais um Zé) - pessoa com quem a Tita divide a casa, foi dos momentos mais intenso da nossa viagem.
A Cidadela das Crianças é um orfanato que abriga crianças (rapazes e raparigas), abandonadas, perdidas, rejeitadas dos 5 aos 18 anos.
O Zé foi para a Cidadela como voluntário e actualmente apenas colabora com a instituição.
Foi com o maior orgulho que nos levou à Cidadela, depois de um caminho de quase 1 hora de terra batida e imensos sobressaltos.
Para nós foi um dos pontos mais altos da viagem. Uma experiência brutal...
A Cidadela, é local onde as crianças dormem, comem, brincam e estudam. É a casa delas.
Assim que entrámos, apareceram várias crianças a correr para o colo do Zé. Todos tinham muito carinho por ele - notava-se à légua.
Começámos por mostrar as máquinas foograficas, tirar fotos, brincar com eles. Estavam tão contentes.
Uns mais envergonhados que os outros, uns mais atrevidos que outros.
Vimos as salas de aula, os domitórios, as casas de banho e a sala de convivio/ refeições.
Foi um choque!
Uma coisa é saber, é ver na televisão, é ver fotografias. Outra coisa, é lá estar. Outra coisa é brincar com eles, fazer os tpcs com eles, desenhar com eles! Conviver com eles, naquela realidade, em tenpo real, num espaço real. Um tempo e espaço diário para todos eles.
Todos tão queridos, tão lindos, tão carentes, tão... não sei.
Só pensava nas minhas filhas que têm tudo! De como eu tinha que tirar muitas fotografias, para lhes mostrar tudo o que elas tem e que os outros não tem.
As camas, nem lençóis tinham... não havia uma única criança com uma peça de roupa que não estivesse rota e encardida.
Fiz muitas contas com o Rafael. Fiz desenhos com a Stane. A Adimira e a Florinda, pentearam os nossos cabelos até à exaustão. Estavámos todos tão contentes com o intercâmbio.
Ficámos com eles até ao início da refeição. Xima com cabeças de peixe, num prato e uma colher. Todos na mesma mesa.
Quando saimos de lá, as lágrimas escorriam-nos pela cara. Foi uma experiência muito especial, muito forte e intensa.
O Zé tem 26 anos e decidiu ser tutor de uma destas crianças - o Dino (actualmente com 16 anos).
O Dino andava na rua, pois os pais nunca quiseram saber dele. Drogava-se, bebia, era abusado em troca de bens materiais, roubava... etc.
O Zé nunca desitiu dele, mesmo depois dele fugir e desaparecer várias vezes da Cidadela. Foi sempre busca-lo à rua.
Hoje, devido ao Zé, o Dino, estuda. O Dino tem óptimo aspecto (já não tem sarna, piolhos) anda bem vestido e até está a estudar informática! Tornou-se num miúdo responsável e grato.
O que mais me marcou ao falar com o Dino, foi a admiração que ele tinha pelo Zé e o o facto nunca ter desistido dele.
- Ele foi-me buscar, outra vez. Ele nunca desistiu de mim. Ele foi outra vez e outra vez. Nem queria acreditar!
O Zé é O pai do Dino. :)
A Cidadela das Crianças é um orfanato que abriga crianças (rapazes e raparigas), abandonadas, perdidas, rejeitadas dos 5 aos 18 anos.
O Zé foi para a Cidadela como voluntário e actualmente apenas colabora com a instituição.
Foi com o maior orgulho que nos levou à Cidadela, depois de um caminho de quase 1 hora de terra batida e imensos sobressaltos.
Para nós foi um dos pontos mais altos da viagem. Uma experiência brutal...
A Cidadela, é local onde as crianças dormem, comem, brincam e estudam. É a casa delas.
Assim que entrámos, apareceram várias crianças a correr para o colo do Zé. Todos tinham muito carinho por ele - notava-se à légua.
Começámos por mostrar as máquinas foograficas, tirar fotos, brincar com eles. Estavam tão contentes.
Uns mais envergonhados que os outros, uns mais atrevidos que outros.
Vimos as salas de aula, os domitórios, as casas de banho e a sala de convivio/ refeições.
Foi um choque!
Uma coisa é saber, é ver na televisão, é ver fotografias. Outra coisa, é lá estar. Outra coisa é brincar com eles, fazer os tpcs com eles, desenhar com eles! Conviver com eles, naquela realidade, em tenpo real, num espaço real. Um tempo e espaço diário para todos eles.
Todos tão queridos, tão lindos, tão carentes, tão... não sei.
Só pensava nas minhas filhas que têm tudo! De como eu tinha que tirar muitas fotografias, para lhes mostrar tudo o que elas tem e que os outros não tem.
As camas, nem lençóis tinham... não havia uma única criança com uma peça de roupa que não estivesse rota e encardida.
Fiz muitas contas com o Rafael. Fiz desenhos com a Stane. A Adimira e a Florinda, pentearam os nossos cabelos até à exaustão. Estavámos todos tão contentes com o intercâmbio.
Ficámos com eles até ao início da refeição. Xima com cabeças de peixe, num prato e uma colher. Todos na mesma mesa.
| Sala de convívio e refeitório |
| Enorme panela com xima. Os mais velhos servem e ajudam os mais novos. |
Quando saimos de lá, as lágrimas escorriam-nos pela cara. Foi uma experiência muito especial, muito forte e intensa.
Obrigada Zé. Nunca me vou esquecer destas crianças.
O Zé tem 26 anos e decidiu ser tutor de uma destas crianças - o Dino (actualmente com 16 anos).
O Dino andava na rua, pois os pais nunca quiseram saber dele. Drogava-se, bebia, era abusado em troca de bens materiais, roubava... etc.
O Zé nunca desitiu dele, mesmo depois dele fugir e desaparecer várias vezes da Cidadela. Foi sempre busca-lo à rua.
Hoje, devido ao Zé, o Dino, estuda. O Dino tem óptimo aspecto (já não tem sarna, piolhos) anda bem vestido e até está a estudar informática! Tornou-se num miúdo responsável e grato.
O que mais me marcou ao falar com o Dino, foi a admiração que ele tinha pelo Zé e o o facto nunca ter desistido dele.
- Ele foi-me buscar, outra vez. Ele nunca desistiu de mim. Ele foi outra vez e outra vez. Nem queria acreditar!
O Zé é O pai do Dino. :)
| JC e Dino |

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